QUADRO DE AVISOS

FALE CONOSCO
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QUADRO DE AVISOS:

Neste fim de semana acontecerá a Plenária Estadual de Mulheres PT/SP, “Rosangela Rigo, presente!” O encontro faz parte de um calendário nacional, sendo a Etapa temática Mulheres Petistas em preparação para o V Congresso Nacional do PT. Promovido pela Secretaria Estadual de Mulheres do PT, o encontro acontecerá na Colônia de Férias do Sindicato dos Químicos SP, em Caraguatatuba, de 15 a 17 de Maio. Debates sobre políticas públicas para mulheres no Governo Dilma e incentivo à participação da mulher no legislativo , darão o tom do encontro.

A programação terá início dia 15/05, às 20:30. Todos os filiados e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, estão convidados a participar desse momento de abertura com a presença da conferencista Priscila Siqueira falando sobre o Tráfico Internacional de Mulheres e o litoral norte do estado de São Paulo. A programação terá encerramento no domingo, dia 17/05, às 13h e o público interessado terá a oportunidade de participar ainda da plenária sobre Políticas Públicas para Mulheres e os desafios para o PT (sábado a partir de 14h30m), que contará com a presença da Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, além da Deputada Federal Ana Perugini, a Deputada Estadual Marcia Lia, Denise Mota Dau (Secretária de Política para Mulheres da cidade de São Paulo), Silmara Conchão (Secretária de Política para Mulheres de Santo André) e Marta Domingues (Secretaria Estadual de Mulheres do PT/SP).






sexta-feira, 8 de novembro de 2013

CARTA DE APOIO À PRESIDÊNCIA DO DM DO PT

Apoiamos a Cássia Gonçalves de Jesus Nº 580 para a presidência do PT de Caraguá e a chapa PARTIDO É ISSO: Construção, Trabalho e Compromisso Nº 681, pois acreditamos que renovação e trabalho tem que andar juntos na construção de um partido democrático e de massas. A militância diária deve estar presente na vida de cada filiada e filiado, fortalecendo-se para os novos desafios que nosso projeto nacional terá de enfrentar em 2014.  Apenas com união, sabedoria, participação e trabalho é que estaremos preparados para enfrentá-los. E é a esta chapa e presidenta militantes a quem desejamos boa sorte na condução dos rumos do PT em Caraguá para os próximos anos. O Litoral Norte tem que estar preparado para a disputa de ideias na sociedade, pois vencer os desafios do estado de São Paulo nunca foi fácil. Temos a convicção, no entanto, de que o PT de Caraguá representará bem este papel em seu município. Força e muito trabalho aos militantes do partido!
Por isso peço não só o seu VOTO, mas também seu apoio.
Assinam:
Emídio de Sousa (candidato a Presidente Estadual PT/SP)
Marta Regina Domingues (secretaria Estadual de Mulheres do PT/SP)
Marco Aurélio (Deputado Estadual do PT/SP)
Ana Perugini (Deputada Estadual do PT/SP)
Marcos Martins (Deputado Estadual do PT/SP)
Janete Pietá (Deputada Federal do PT/SP)
Mauricio Moromizato (Prefeito de Ubatuba)
Antônio dos Santos (coordenador do GTE)
Irineu Casemiro (Secretario de finanças do DE/PT)
Lelau ( Verador PT/Caraguá)
Alessandra Dadona (Ex-secretária da JPT/SP)
Marcola (Secretário Municipal da JPT/Caraguá)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Pensador da Aldeia: Genoíno, meu vizinho

O Pensador da Aldeia: Genoíno, meu vizinho: por Paulo Jonas de Lima Piva Vila Indiana, Butantã, São Paulo, bem atrás da USP. Morei lá nos anos de 2001 e 2002, num quartinho al...

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Visita do Deputado Estadual CARLOS NEDER


Deputado Estadual CARLOS NEDER do PT estará nesta 6ª feira, dia 25/10, às 14:30h na sede do Partido para uma conversa informal sobre as atividades parlamentares e aproveitará para falar sobre o PED, Processo de Eleições Diretas do PT que ocorrerá no próximo dia 10 de novembro.
Aproveitamos para convidar todos os filiados a participarem dessa conversa que, com toda certeza, será muito interessante!

Lídia - Secretária de Comunicação do DM do PT de Caraguatatuba

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vereador Lelau do PT trabalhando junto com nossa População.

Destaque em Jornal imprensa Livre !!!

Matéria 01 de Outubro de 2013

Moradores da região do Rio do Ouro reunem-se para discutir Contorno  e também formam comissão

Acácio Gomes

Formada pelos Vereadores Elizeu Onofre da silva, o Ceara da adega (PR) e Wenceslau de Souza Neto, o Lelau (PT), mais uma reunião foi realizada pela Comissão de Assuntos Relevantes (CAR) para discutir as obras viárias dos Contornos Sul e Norte e que provocará  desapropriação de 156 imóveis e 361 famílias somente em Caraguá.
Desta  vez, cerca de 50 moradores dos bairros Caputera, Ponte Seca e Rio do Ouro debateram sobre a questão dos reassentamentos, desapropriações e pagamento de indenizações. A maioria presente ao encontro  é contra  o atual traçado.
Assim  como na região do Tinga, uma comissão de moradores foi criada para discutir o assunto com os representantes  da Prefeitura de Caraguá e os  técnicos da Dersa .
Segundo a Dersa as obras vão atingir 68  famílias na Ponte Seca, 32 no Cantagalo, 24 no Rio do Ouro e sete na Casa Branca.
O parlamentar  Lelau confirmou que as demandas seguem a mesma  pauta.
¨ Falaram  sobre  o aluguel provisório e a falta de um processo de transparência.
Discutiram  também  a  questão da posse. Em meio às decisões tomadas em   são Sebastião, Caraguá não pode ficar apenas assistindo e não exigir mudanças. ¨

Avisos

Convocamos os membros do Diretório e convidamos os demais companheiros para as seguintes atividades:

Dia 06 de outubro, domingo, às 17 horas na Sede do Partido: PLENÁRIA DE FORMAÇÃO POLÍTICA para confirmação de novas filiações e às 18:30 horas, REUNIÃO DO DIRETÓRIO.

Lídia - Secretária de Comunicação

Debate entre candidatos a presidente estadual


PT-SP realiza debate entre candidatos a presidente estadual, no Sindicato dos Metalúrgicos em Taubaté, dia 05 de outubro (próximo sábado), a partir das 15 horas.
Sua participação é muito importante!

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Petrobras atende pedido do deputado Marco Aurélio, e cede área para evitar mais de 100 desapropriações em São Sebastião

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Author Publicado por: Assessoria de Comunicação    Comments Sem Comentários
O presidente da Transpetro disse que área da empresa, em São Sebastião, poderá ser usada para novo traçado da rodovia dos Tamoios
“Foi um avanço.” Assim o deputado estadual Marco Aurélio (PT) classificou o resultado da reunião na Transpetro (Petrobras Transporte SA), no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (26). No encontro, o presidente da Transpetro, Sergio Machado, disse que a empresa cederá parte de sua área para que o governo estadual execute a obra do novo traçado da Tamoios, entre Caraguatatuba e São Sebastião. Assim, as mais de 100 desapropriações decorrentes da obra serão evitadas.
Segundo os estudos técnicos realizados, com a utilização da área da Petrobras, o número de desapropriações com o novo traçado pode cair de mais de 100 para no máximo 26. “Mas pela nossa reunião, não está descartada uma readequação da área a ser usada na obra para que nem as 26 desapropriações ocorram”, disse o deputado.
Agora cabe ao governo, por meio do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário SA), formalizar o pedido de permissão do uso da área à Transpetro. “Foi um grande avanço em nossa luta para evitar que mais de 100 famílias fossem prejudicadas pela obra do contorno sul da Tamoios. Espero que o governo estadual tenha a sensibilidade de mudar o projeto e, quem sabe, nem as 26 desapropriações ocorram”, disse o deputado.
Antes da reunião desta quinta-feira, o deputado Marco Aurélio já havia participado de uma outra reunião com a Transpetro, no Rio de Janeiro, em agosto, quando expôs o drama das famílias do bairro Topolândia, em São Sebastião, pelo temor das desapropriações. O deputado também já havia participado de reunião com os moradores da Topolândia e da audiência pública promovida pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) para tratar do assunto.
Além de Marco Aurélio, participaram ainda da reunião o deputado federal Carlos Zarattini (PT), o prefeito Ernane Primazzi (PSC) e o líder comunitário Fernando Puga (PT).

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Divulgação de verbas recebidas

Estamos divulgando as verbas recebidas do Governo Federal, através de parlamentares do PT, para conhecimento dos Companheiros.

Número Convênio: 778685
Objeto: Capacitacao de profissionais que atuam no tratamento de doencas infectocontagiosas e aquisicao de material educativo
Órgão Superior: MINISTERIO DA SAUDE
Convenente: CARAGUATATUBA PREFEITURA
Valor Total: R$200.000,00
Data da Última Liberação: 14/05/2013
Valor da Última Liberação: R$200.000,00

Através da Deputada Federal Janete Pietá
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Número Convênio: 762753
Objeto: Construcao do Centro de Referencia Especializado da Assistencia Social - CREAS de Caraguatatuba/SP
Órgão Superior: MINISTERIO DO DESENV. SOCIAL E COMBATE A FOME
Convenente: CARAGUATATUBA PREFEITURA
Valor Total: R$230.000,00
Data da Última Liberação: 14/05/2013
Valor da Última Liberação: R$230.000,00

Lídia - Secretária de Comunicação do DM de Caraguatatuba.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Nova Tamoios: é preciso respeito




Trata-se de uma obra importante, visto que com a ampliação do porto de São Sebastião a tendência é aumentar substancialmente o fluxo de caminhões e de outros veículos de carga pesada, e este tráfego não pode atrapalhar a via de acesso entre Caraguá e São Sebastião, tão utilizada por moradores e por turistas.
A atividade turística é inerente à cidade de São Sebastião e aos outros três municípios do Litoral Norte. Portanto, essa atividade jamais pode ser afetada por outra; no caso, atividade comercial e de exportação de um porto.
A questão é que, se a atividade turística não pode ser prejudicada, também é verdade que as pessoas que residem há tempos em São Sebastião, que construíram a cidade e fizeram a sua história, também não podem ser afetadas negativamente pela obra.
Neste ponto é que o traçado desse contorno, em projeto para ser construído, traz grandes incertezas, visto que, pelo que foi apresentado na audiência pública, a nova rodovia causará desapropriações para mais de cem famílias no bairro Topolândia, uma das comunidades de maior densidade demográfica de São Sebastião, onde nem todos têm suas propriedades legalizadas, do ponto de vista da formalidade jurídica.
Na audiência, os representantes do projeto asseguraram aos presentes que todos serão indenizados pelo valor de mercado, e os que não possuírem seus títulos de propriedade receberão uma vaga em projeto habitacional do Estado.
Os que forem indenizados pelo valor de mercado terão um prejuízo econômico, pois o valor de mercado apontado para aquela região não permite aquisição de imóvel em iguais condições em outro local de São Sebastião. Quanto ao programa habitacional, bem sabemos da demora do Estado em resolver este quesito moradia – vide ex-moradores do Pinheirinho, que até hoje, um ano e meio depois, ainda vivem em condições subumanas, aguardando o assentamento prometido pelo Governo de São Paulo.
Pelo projeto apresentado, percebemos que os que não forem atingidos pela desapropriação e permanecerem no local serão afetados arquitetônica e ambientalmente pela obra, no estilo “minhocão”, da capital paulista, e verão seus imóveis sendo desvalorizados. Na audiência, moradores do Topolândia pediram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) respeito pelas suas vidas, suas histórias, suas famílias, sua comunidade.
Enquanto deputado estadual da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, quero lembrar que quando lutamos pela criação da RMVale um dos quesitos colocados na lei foi que a nova unidade administrativa tivesse como objetivo a “redução da desigualdade social”. Ora, seria um contrassenso do governo do PSDB agora apresentar uma obra que acentua a desigualdade econômica ao arruinar famílias.
Os responsáveis pela obra não podem alegar dificuldade de prazo e custos para alterar o projeto. Com relação a prazo, temos que lembrar que essa obra foi prometida em 2002 e só foi iniciada dez anos depois; com relação a custo, a rodovia será pedagiada. Há que se falar, sim, que os moradores não são números, nem estatísticas, nem custos. São pessoas, são gente, são cidadãos dignos de receberem o respeito que merecem.
Assim esperamos que, desta vez, o Governo do Estado aja, ouvindo as pessoas e adequando seus necessários projetos em conformidade com o respeito humano, que nunca deve faltar em nenhum lugar, sobretudo em ações do Poder Público.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Médicos estrangeiros são recepcionados com atos de solidariedade - Portal Vermelho

Médicos estrangeiros são recepcionados com atos de solidariedade - Portal Vermelho
ENFPT
http://www.enfpt.org.br/sites/all/themes/ninesixty/images/mail-chamada-chat-moddle-reforma2.png

Amanhã, 27 de agosto, às 11 horas terá início o "chat" sobre a Reforma Política e o papel da Formação. Entre no site, cadastre-se e participe. Sempre é bom estar bem informado!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Chapas e Teses inscritas para o PED 2013

Chapas e Teses inscritas para o PED 2013

O Partido dos Trabalhadores tem a característica de possuir várias correntes internas.
Isso é muito saudável, uma vez que torna o Partido ainda mais plural e democrático.
Correntes ou tendências internas são grupos de filiados que têm modos diferentes de conceber a política do PT no que diz respeito às várias estratégias, posicionamentos, política de alianças, mantendo sempre a fidelidade aos documentos do Partido, como o Estatuto, o Código de Ética, Resoluções de Congressos que são básicos, tirados em Encontros anteriores e que determinam a conduta geral e a linha filosófica do Partido.
Apesar de ter uma má conotação  na linguagem corrente, onde pertencer a um grupo é "fazer parte de panelinha", no nosso Partido tem um significado bastante favorável. Fazer parte de um grupo, tendência ou corrente significa posicionar-se em relação aos temas centrais que conduzem o Partido, alinhando-se a outros membros que pensam da mesma forma. 
No momento atual, que antecede as eleições internas, o PT vem mostrar suas chapas e teses na esfera Nacional a todos os filiados e filiadas para que possam optar por aquela que tiver mais afinidade, mas para isso é preciso que se disponha de algum tempo e principalmente de bastante interesse em conhecê-las. Posteriormente virão as Estaduais e por último as Municipais.
Esse mesmo conteúdo pode ser facilmente encontrado no site do PT: www.pt.org.br 
Leia, procure aquela com a qual você melhor se identifica e será muito mais fácil de votar em 10 de novembro.

Saudações.

Lídia - Secretária de Comunicação do DM do PT de Caraguatatuba.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Dia 11: Libertar a rua do sequestro conservador

Organizações e lideranças progressistas não podem se omitir nas jornadas da próxima 5ª feira, dia 11.

Para além das justas reivindicações corporativas e setoriais, cabe-lhes repor a moldura da disputa política em curso no país.

Um ciclo de crescimento se esgota; outro terá que ser construído.

Não erguer pontes entre as demandas pontuais e a travessia de um tempo histórico pode ser fatal nesse momento.

O alarido das manifestações de junho não é a causa.

Mas adicionou consequências, e limites, à tentação de se adiar a pactuação das linhas de passagem que devem pavimentar o passo seguinte desenvolvimento.

Por linhas de passagem entenda-se a correlação de forças, as circunstancias objetivas, as metas, recursos e o escalonamento das prioridades.

Vivemos um aquecimento: 2014 será o pontapé oficial. 

As jornadas do dia 11 não podem perder de vista a urgência de se organizar o time progressista.

O adversário conta com uma vantagem: o calendário mundial trabalha a seu favor.

A recuperação norte-americana apenas se esboça. 

Mas já é precificada pelos gestores do dinheiro grosso, aqui e alhures.

Sinais positivos nos EUA ampliam as rotas de fuga para investidores e rentistas.

Vale dizer, reforçam o poder de chantagem contra Estados, governos, partidos, anseios e plataformas progressistas. 

É o que evidencia o jogral da finança global. 

O custo do desenvolvimento vai subir, avisam a ‘The Economist’, ‘Financial Times’ e assemelhados locais, enquanto pedem um pagamento antecipado em ‘reformas liberais’.

Editoriais e goelas demotucanas voltaram a pontificar intensamente. Será preciso subir ainda mais o juro aqui, para conter a inflação decorrente da valorização do dólar, e manter o diferencial atraente, quando o Fed elevar a taxa norte-americana.

O ambiente externo favorece a ladainha ortodoxa.

Atingidas pela desaceleração do apetite chinês, as receitas cambiais do país recuam, a exemplo do que ocorre em outros exportadores de matérias-primas.

Vulgarizadores do credo neoliberal celebram: com as multidões nas ruas, é a tempestade perfeita. 

Em termos.

Se acertam no varejo, trombam no essencial: o que anda para frente não se confunde com o cortejo empenhado em ir para trás. 

O que as ruas reclamam não cabe no credo regressivo.

As ruas reclamam porque o país que emergiu na última década não cabe mais nos limites do atual sistema político.

A resposta é mais democracia.

Mas os 'liberais' são contra o plebiscito da reforma política; rejeitam referendos ('chavismo') e demonizam a simples menção a uma Constituinte.

As ruas reclamam porque ainda não encontram acolhida na infraestrutura secularmente planejada para 30% da população.

A resposta é mais investimento público; melhor planejamento urbano; maior presença do Estado na economia. 

E o que eles propõem?

Dobrar a aposta no arrocho fiscal e no Estado mínimo.

As ruas reclamam porque não tem expressão no esquizofrênico ambiente de um sistema de comunicação que exacerba e distorce a natureza dos desafios brasileiros, ao mesmo tempo em que interdita o debate e veta as respostas progressistas a eles.

A opção é a regulação democrática do sistema de comunicação, para que se torne mais ecumênico e plural (*leia a programação dos protestos contra o monopólio da Globo, no dia 11, ao final desta nota). Romper o monopólio para eles é sinônimo de autoritarismo...

O fato de a revista ‘Veja’ ter recorrido ao rudimentar expediente de forjar um ‘líder biônico dos protestos’, um desses militantes da causa ‘bíceps & figurante da Globo’ (assim elucidado pela investigação demolidora do blogue Tijolaço), diz muito da dificuldade conservadora em acomodar multidões no seu ideário.

Não é uma dificuldade conjuntural. 

A entrevista forjada nas ‘páginas amarelas’ guarda sintonia com a ideia de plebiscito preconizada na capa seguinte do mesmo veículo.

Ali desaparece o figurante da democracia para emergir o ideário que o anima: a proposta de plebiscito de 'Veja' inclui uma consulta para cassar o direito de voto "de quem recebe dinheiro do governo".

Quem? 

Os 14 milhões de lares beneficiados pelo Bolsa Família e outros programas sociais.

Algo como uns 25 milhões de eleitores mais pobres do país.

O expurgo dos pobres da cabine eleitoral é uma velha aspiração conservadora.

Na Constituinte, abortada, de 1823, que deveria elaborar a 1ª Carta pós- Independência, propunha-se que o voto fosse uma derivação da propriedade da terra.

O recorte mínimo para obter ‘o título de eleitor’ seria uma renda equivalente a 150 alqueires de mandioca. 

'Veja' não é um ponto fora da curva.

O pensamento amarelecido expresso em páginas graficamente modernas prossegue a tradição obscurantista de um país que deixou de ser colônia, sem abdicar da senzala.

Em 1888, quando libertou os negros, negou-lhes a cidadania ao descartar uma reforma agrária que os inserisse no mercado e na sociedade (cento e vinte e cinco anos depois, a reforma agrária continua demonizada nas páginas de 'Veja'). 

Abolição feita, o grau de instrução virou a mandioca da vez: analfabetos foram impedidos de frequentar a cabine eleitoral até quase o final do século 20.

Foi só em 1988, com a Constituinte Cidadã, que o Brasil universalizou o direito ao voto.

A contragosto, diga-se, da turma que agora pretende restituir a Constituição da mandioca, expurgando novamente os pobres da cabine eleitoral.

O Brasil, portanto, tem razões para não aceitar que a regressão fale em seu nome.

A desigualdade entre nós ainda grita alto em qualquer competição mundial.

Mas entre 2003 e 2011, o crescimento da renda dos 20% mais pobres superou o dos BRICs, exceto China. (Fonte: Ipea).

O Brasil foi o país que melhor utilizou o crescimento econômico dos últimos cinco anos para elevar o padrão de vida e o bem-estar da população, graças às políticas públicas deliberadamente voltadas aos mais pobres. (Fonte: consultoria Boston Consulting Group, que comparou indicadores de 150 países).

A narrativa conservadora sempre desdenhou da dinâmica estruturante embutida nesse degelo social. 

Ou isso, ou aquilo. 

Ou se reconhece os novos aceleradores do desenvolvimento ou o alarde dos seus gargalos é descabido.

Ambos são reais. 

O malabarismo está na pretensão de afinar multidões na rejeição ao ciclo que as gerou, despertou e agregou.

Esse contrassenso rebaixa e infantiliza o debate das escolhas que devem aprofundar a mutação em curso no país. 

Milhões de famílias deixaram a exclusão rumo à cidadania nos últimos anos.

Há um deslocamento épico em marcha, que se pretende barrar com a falsificação de multidões retrógradas. 

As jornadas do dia 11 sairão vitoriosas se deixarem claro que as ruas dispensam os heróis de ‘Veja’ de falarem em seu nome. 

Partidos, sindicatos e movimentos sociais não podem mimetizar a dissipação da qual se alimenta o canibalismo retrógrado.

No dia 11, o Brasil deve expressar sua diversidade.

Mas, sobretudo, emoldura-la em uma agenda comum. 

Para libertar a rua do sequestro conservador. E o futuro do país também. 

ALGUNS ATOS PREVISTOS PARA O DIA 11 

PT convoca manifestação em São Paulo, às 12 hs, no vão livre do MASP, na avenida Paulista.

ATOS CONTRA O MONOPÓLIO DA GLOBO

São Paulo (SP): Concentração às 17h na Praça General Gentil Falcão (Estação de trem Berrini) e depois rumo à Globo.

Extraído do site: www.pt.org.br
Por: Lídia - Secretária de Comunicação do DM do PT


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Leia documento aprovado pelos membros da CEN durante reunião realizada nesta quinta-feira (4), em Brasília


Rui Falcão, presidente nacional do PT (Foto: Richard Casas/PT)


A Comissão Executiva Nacional do PT, reunida em 4 de julho de 2013 em Brasília/DF, para avaliar a situação política nacional e o resultado das manifestações populares e da juventude que ainda estão em curso em todo o país.
 
SAÚDA

·    o caráter progressista que se consolidou no rumo das manifestações em curso, com suas reivindicações políticas, econômicas e sociais profundamente identificadas com a trajetória e programa do Partido dos Trabalhadores e das forças que se uniram para governar o Brasil sob a condução da Presidenta Dilma

·    a pronta disposição democrática da Presidenta Dilma, líder de uma das maiores democracias do planeta e a única, entre tantos Chefes de Estado que tiveram suas ruas tomadas por manifestantes populares e da juventude, a abrir o diálogo com estes e a responder de forma concreta aos seus justos clamores pelo aprofundamento das mudanças que o País vive nos últimos dez anos

·    a iniciativa política do Governo de construir, com os movimentos sociais, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário e as forças políticas democráticas uma agenda de alto nível sobre o presente e o futuro do Brasil, consubstanciada nos Pactos anunciados pela Presidenta Dilma e numa agenda legislativa há muito reclamada pela Nação

·    a tramitação de importantes legislações constantes desta agenda nacional, entre elas a PEC do Trabalho Escravo, a destinação de recursos dos royalties do petróleo e do Fundo do Pré-Sal para a educação e a saúde, a criação do REITUP para baratear os custos das tarifas de transporte coletivo, entre outras, e a retirada de cena de projetos reclamados pela população, como a chamada “cura gay”.

·    a entrada em debate de importantes matérias como o Estatuto da Juventude, o PL 4.471 (autos de resistência) e a criminalização dos corruptores em projeto de lei apresentado pelo Presidente Lula, bem como a adoção de medidas que visam ressarcir os cofres públicos dos prejuízos por estes causados à sociedade, que esperamos sejam aprovados no curto prazo. O PT se posiciona ainda contra a PEC 215, que visa transferir do Executivo para o Legislativo a demarcação de terras indígenas.

·    a construção de crescente unidade na esquerda política, partidária e social da necessidade urgente de aprovação de uma verdadeira Reforma Política com Participação Popular e de um Plebiscito Nacional sobre os eixos fundamentais dessa reforma, pela qual há anos o PT e os movimentos sociais lutam no Congresso Nacional.


MANIFESTA

·    o compromisso com a agenda de reformas democráticas e populares que podem dar sustentação política, econômica e social às respostas que vêm sendo dadas aos justos reclamos da população no que diz respeito à qualidade dos serviços públicos e consolidação da inclusão social de amplas maiorias.

·    entre estas, o compromisso com uma Reforma Tributária que busque nas grandes fortunas e rendas de uma minoria os recursos que permitam a diminuição da carga tributária sobre a produção, a renda e o trabalho das amplas maiorias do pais.

·    a convicção de que os mecanismos constitucionais e legais existentes para uma Reforma Urbana podem e devem ser utilizados para que as atuais políticas públicas de moradia, saneamento básico e mobilidade urbana estejam integradas com a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida das nossas cidades

·    o chamamento à imediata aprovação do marco civil da Internet pelo Congresso, garantindo os direitos de 80 milhões de internautas brasileiros e ampliando as potencialidades de toda comunicação em rede, tão utilizadas nas recentes manifestações em todo o país.

·    a luta pela regulamentação dos dispositivos constitucionais que normatizam as comunicações do Brasil, tal como proposto pelo Fórum Nacional da Democratização da Comunicação, cujo abaixo-assinado assumimos em fevereiro.

·    a defesa da imediata Reforma Política, com efeitos imediatos já para as eleições de 2014 e com resultados duradouros e estruturais definidos em uma Assembléia Constituinte Exclusiva sobre o tema da Reforma Política cuja convocação propomos seja submetida à consulta popular em Plebiscito.


ORIENTA

·    as bancadas do PT na Câmara e no Senado a trabalharem pela coesão da base aliada da Presidenta Dilma no Congresso para a convocação no mais curto prazo do Plebiscito Nacional pela Reforma Política, priorizando entre os quesitos a serem incluídos na consulta popular os eixos de nosso Projeto de Lei de Iniciativa Popular: financiamento público exclusivo de campanhas; sistema proporcional com voto em lista partidária pré-ordenada e paridade de gênero; a ampliação da participação popular e dos mecanismos de democracia participativa já existentes; e a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte exclusiva para a Reforma Política.


CONCLAMA

·    a militância do PT a continuar colhendo assinaturas para o nosso projeto de iniciativa popular, ombro a ombro com outras iniciativas da sociedade civil que caminham no mesmo sentido (como a Plataforma dos Movimentos Sociais para a Reforma Política, o MCCE, a OAB, a CNBB, entre outras valorosas instituições), intensificando o ritmo da coleta de assinaturas para que incidam positivamente no debate no Congresso Nacional sobre o tema.

·    a militância petista nos movimentos sociais a que assumam decididamente a participação nas manifestações de rua em todo o país, em particular no Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações convocada por ampla coalizão de centrais sindicais e movimentos populares para o próximo dia 11 de julho, em defesa da pauta da classe trabalhadora para o país e da Reforma Política com Participação Popular.

·    os partidos democráticos e populares, centrais sindicais e movimentos sociais que vêm se articulando de forma importante ao longo das últimas semanas para colocar na rua a pauta das transformações sociais do país que sempre nos unificou a debater a reconstituição do Fórum Nacional de Lutas como espaço de diálogo permanente, construção de unidade e articulação de lutas sociais e institucionais.

·    os filiados e filiadas ao Partido dos Trabalhadores em todo o Brasil para que intensifiquem os preparativos para um grande Processo de Eleições Diretas (PED) a ser realizado entre os meses de julho e novembro, com ampla mobilização e empenho no debate político dos temas de nosso V Congresso do PT, de modo a demonstrar a toda a sociedade brasileira que nossas bandeiras de democratização e participação popular em nosso projeto de Reforma podem e serão vividas nas relações internas do PT, construindo e fortalecendo nossa unidade de ação.

e CONVOCA

- Reunião do Diretório Nacional do PT para o dia 20 de Julho.

- Reforma Política com Participação Popular

- Plebiscito Já

- Eleições de 2014 regidas pelas novas regras da Reforma Política

- Todo apoio ao Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilizações de 11 de Julho


Brasília, 04 de julho de 2013.
Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Executiva Nacional do PT decide engajamento no plebiscito

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A Executiva nacional do PT, reunida na quarta-feira, dia 27 de junho, assumiu a participação no plebiscito como sua tarefa central na conjuntura. Essa decisão está plenamente de acordo com a iniciativa fundamental tomada pela Presidenta Dilma de consultar o povo sobre a reforma política. A Executiva nacional do PT também acerta em definir a centralidade do tema e do processo de participação popular em curso no Brasil. Compreende que a conquista de vitória no plebiscito é decisiva e tem ampla repercussão no próximo período.
Devemos compreender que o plebiscito na forma que em que foi apresentado pela Presidenta Dilma retoma a iniciativa política para construir avanços democráticos com participação popular. A Presidenta Dilma colocou no centro da agenda nacional a questão democrática. É por isso que a decisão da Executiva é um marco e uma correspondência necessária do PT como principal força de esquerda do país.
A esse primeiro passo devem seguir outros na mesma direção que implicam em formação de frentes sociais e políticas em torno a bandeiras comuns com o objetivo de construir, na questão democrática, uma maioria social. Conquistar essa maioria implica, além disso, em regras democráticas que, em si mesmas, já prenunciem os novos marcos de uma política que reflita a soberania popular e o afastamento do poder econômico e dos meios de comunicação a ele associados sobre as decisões políticas.
Em um tempo curto – e graças às mobilizações populares e à existência de um governo democrático de esquerda presidido por Dilma Roussef que interpreta e dialoga com essas mobilizações extraindo um desdobramento o mais democrático possível – estaremos decidindo mudanças no sistema político. É possível vislumbrar um grande processo de mobilização social e uma grande disputa entre campos de interesses e de projetos para o Brasil. Da nossa parte devemos ter todo empenho em retomar diálogos enfraquecidos, recompor laços com os movimentos sociais e com forças políticas de esquerda e progressistas, e, sobretudo, buscar avançar em formas de organização com participação popular.
É um grande desafio e precisamos vencê-lo!
 
Carlos Henrique Árabe, Secretário Nacional de Formação Política do PT
A Executiva nacional do PT, reunida na quarta-feira, dia 27 de junho, assumiu a participação no plebiscito como sua tarefa central na conjuntura. Essa decisão está plenamente de acordo com a iniciativa fundamental tomada pela Presidenta Dilma de consultar o povo sobre a reforma política. A Executiva nacional do PT também acerta em definir a centralidade do tema e do processo de participação popular em curso no Brasil. Compreende que a conquista de vitória no plebiscito é decisiva e tem ampla repercussão no próximo período.

Devemos compreender que o plebiscito na forma que em que foi apresentado pela Presidenta Dilma retoma a iniciativa política para construir avanços democráticos com participação popular. A Presidenta Dilma colocou no centro da agenda nacional a questão democrática. É por isso que a decisão da Executiva é um marco e uma correspondência necessária do PT como principal força de esquerda do país.

A esse primeiro passo devem seguir outros na mesma direção que implicam em formação de frentes sociais e políticas em torno a bandeiras comuns com o objetivo de construir, na questão democrática, uma maioria social. Conquistar essa maioria implica, além disso, em regras democráticas que, em si mesmas, já prenunciem os novos marcos de uma política que reflita a soberania popular e o afastamento do poder econômico e dos meios de comunicação a ele associados sobre as decisões políticas.

Em um tempo curto – e graças às mobilizações populares e à existência de um governo democrático de esquerda presidido por Dilma Roussef que interpreta e dialoga com essas mobilizações extraindo um desdobramento o mais democrático possível – estaremos decidindo mudanças no sistema político. É possível vislumbrar um grande processo de mobilização social e uma grande disputa entre campos de interesses e de projetos para o Brasil. Da nossa parte devemos ter todo empenho em retomar diálogos enfraquecidos, recompor laços com os movimentos sociais e com forças políticas de esquerda e progressistas, e, sobretudo, buscar avançar em formas de organização com participação popular.

É um grande desafio e precisamos vencê-lo!

Carlos Henrique Árabe, Secretário Nacional de Formação Política do PT

Postado por: Lídia - Secretária de Comunicação do DM do PT

quinta-feira, 20 de junho de 2013

NOTA DA EXECUTIVA ESTADUAL DO PT DO ESTADO DE SÃO PAULO



A respeito das manifestações que tomam as ruas da cidade de São Paulo, A EXECUTIVA ESTADUAL DO PT VEM A PÚBLICO FORMALIZAR SUA POSIÇÃO EM REUNIÃO ORDINÁRIA REALIZADA EM 17 DE JUNHO DE 2013.

O PT nasceu dos movimentos sociais. Nascemos como instrumento de luta por uma sociedade igualitária e sem nenhuma forma de discriminação e preconceito. A nossa história foi construída na defesa dos movimentos sociais e de suas legítimas manifestações. 
O Partido dos Trabalhadores do estado de São Paulo repudia a violência da Polícia Militar do Governo Alckmin e exige a devida apuração dos fatos, bem como que os responsáveis sejam punidos. 
O PT estadual ratifica o conteúdo da nota publicada pela Executiva Municipal do PT da Capital.
Os governos Lula e Dilma implantaram em nosso país um modelo de desenvolvimento econômico e social que proporcionou a maior revolução social da nossa história e uma das maiores do mundo. São 36 milhões de brasileiros que saíram da miséria e outros 40 milhões que ascenderam socialmente. O Brasil gerou 19 milhões de empregos na última década, a juventude brasileira teve acesso a programas que criaram perspectivas de futuro, 1,2 milhão de jovens que tiveram acesso ao ProUni. Na contramão do mundo, o Brasil apresentou queda vertiginosa no desemprego de jovens de 22% para 13%. Hoje o Brasil é referência para grandes potências no enfrentamento à crise internacional com capacidade de gerar justiça social. Rompemos com a submissão internacional e os governos Lula e Dilma deram início à construção da autoestima do povo brasileiro.
Reconhecemos que a construção desse projeto de nação não significa a superação de todos os nossos problemas e contradições. Um dos graves problemas a serem enfrentados é o desordenado modelo de desenvolvimento urbano que gerou cidades e concentrações urbanas que hoje são cenários de injustiças e conflitos. Nas regiões metropolitanas, o transporte público é uma das principais demandas a serem enfrentadas junto com o trânsito, a moradia, as enchentes, a violência, entre outras manifestações do descaso governamental de décadas.
O transporte público de qualidade e a democratização ao seu acesso sempre foram grandes bandeiras do Partido dos Trabalhadores e dos movimentos sociais. Temos convicção que é necessário repensar o atual modelo de transporte público nas regiões metropolitanas. É necessário que se crie as condições para que haja uma mudança estrutural na regulamentação do setor, envolvendo municípios, estados e União para que o transporte de qualidade seja um direito de toda a população, principalmente dos setores mais fragilizados da nossa sociedade. O Governo Dilma já teve iniciativas importantes como a desoneração do setor que reduziu o custo do transporte público no Brasil.
O Partido dos Trabalhadores manifesta sua total confiança no governo do prefeito Fernando Haddad (PT) que ainda não teve tempo hábil para pôr em prática seu programa de governo, tampouco fazer as mudanças que pretende na área dos transportes, as quais foram compartilhadas com população durante campanha eleitoral. Ao autorizar o atual aumento do preço das passagens, o governo municipal ponderou sobre o impacto no orçamento dos usuários do sistema e não repassou integralmente a defasagem do período. O desenvolvimento do governo Haddad vai estabelecer mudanças no sistema de transporte da cidade democratizando o acesso.
A história do prefeito Fernando Haddad é a história de um gestor, intelectual e militante comprometido com a democracia e com os movimentos sociais, não havendo, assim, qualquer dúvida das suas opções políticas.
A atual crise que é vivenciada pela cidade de São Paulo será equacionada pelo diálogo. É hora das lideranças vinculadas aos movimentos sociais se abrirem ao debate de posições. Os movimentos encontrarão na Prefeitura um líder democrático e disposto a construir coletivamente um novo modelo de transporte para a cidade de São Paulo.
O PT não compactua com qualquer tipo de violência, praticada por setores que tentam tirar proveito das manifestações para propagar o caos.
Defendemos um diálogo permanente para que se construam soluções para os problemas históricos enfrentados na área do transporte público, assim como demais demandas urbanas.
A Direção do PT do estado de São Paulo convoca toda a sua militância a trabalhar para a construção de espaços de diálogos, instituindo o ambiente democrático popular para a superação das contradições pautadas pelos movimentos sociais. A Direção do PT também convoca seus filiados e militantes a defenderem os movimentos sociais e suas legítimas manifestações, também cumprindo nosso papel histórico de liderar os movimentos pela construção de uma sociedade justa e igualitária, inspirada no sonho de uma sociedade socialista.

Executiva Estadual do PT-SP
São Paulo, 17 de junho de 2013

NOTA DO PT SOBRE O TRANSPORTE PÚBLICO


As manifestações realizadas em todo o País comprovam os avanços democráticos conquistados pela população. São manifestações legítimas e as reivindicações e os métodos para expressá-las integram o sistema democrático.
É papel dos partidos, do Congresso e dos Governos em todos os níveis dialogar com estas aspirações.
As transformações promovidas no Brasil nos últimos 10 anos, pelos Governos Lula e Dilma - com a ascensão social de 40 milhões de pessoas, a redução das desigualdades sociais, a geração de mais de 20 milhões de empregados com carteira assinada, o ingresso de milhões de jovens nas universidades, a ampliação de oportunidades para todos, enfim o surgimento de um novo País - colocam na ordem do dia uma nova agenda.
Avançamos e podemos avançar ainda mais. Na área de mobilidade urbana, que agora catalisa manifestações em centenas de cidades, várias conquistas ocorreram em governos do PT, como o Bilhete Único, pelo Governo Marta em São Paulo, que resultou na redução de 30% no custo do sistema. Bilhete este que será agora ampliado pelo prefeito Fernando Haddad, com validade mensal e novos ganhos para os usuários que ainda serão beneficiados com a decisão da abertura de corredores e duplicação de importantes vias de acesso à periferia.
O Governo Dilma, que destinou R$ 33 bilhões para o PAC da Mobilidade Urbana, editou Medida Provisória que zerou as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins incidentes sobre as empresas operadoras de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário e ferroviário de passageiros, possibilitando a redução das tarifas.
O PT saúda, pois, as manifestações da juventude e de outros setores sociais que ocupam as ruas em defesa de um transporte público de qualidade e barato.
Estamos certos de que o movimento saberá lidar com atos isolados de vandalismo e violência, de modo que não sirvam de pretexto para tentativas de criminalização por parte da direita. Nesse sentido, repudiamos a violência policial que marcou a repressão aos movimentos em várias praças do País, sobretudo em São Paulo, onde cenas de truculência, inclusive contra jornalistas no exercício da profissão, chocaram o País.
A presença de filiados do PT, com nossas cores e bandeiras neste e em todos os movimentos sociais, tem sido um fator positivo não só para o fortalecimento, mas, inclusive, para impedir que a mídia conservadora e a direita possam influenciar, com suas pautas, as manifestações legítimas.
A insatisfação de parcelas da juventude em relação às instituições e aos partidos políticos revela a necessidade de uma ampla reforma do sistema político e eleitoral em defesa do que vêm se batendo o PT e outras organizações da sociedade.
Do mesmo modo, as manifestações têm mobilizado sua inconformidade contra o tratamento dado pelo mídia conservadora aos movimentos, inclusive pelo fato de, num primeiro momento, ter criticado a passividade da polícia.
Diante das demandas por transporte de melhor qualidade e barato, o Diretório Nacional do PT recomenda aos nossos governos que encontrem uma resposta necessária, que, no curto prazo, reduza as tarifas de transporte e, num médio prazo, em conjunto com os governos estadual e federal e com ampla participação popular, discuta soluções para um novo financiamento público da mobilidade urbana.
A direção do PT conclama a militância a continuar presente e atuante nas manifestações lado a lado com outros partidos e movimentos do campo democrático e popular.

São Paulo, 19 de junho de 2013.
Rui Falcão Presidente Nacional do PT 

Ministra vai trabalhar contra projeto da “cura gay”

POSTADO Por   EM 19 JUNHO, 2013 

TAGGED AS , 

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, disse nesta terça-feira (18) que vai trabalhar para que o projeto que autoriza psicólogos a tratar homossexuais com o objetivo de curá-los, a chamada “cura gay”, não seja aprovado em outras comissões da Câmara dos Deputados. O projeto foi aprovado na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
“Quando o projeto fala em cura, ele considera os homossexuais como pessoas que estão doentes e não considera a diversidade sexual como um direito humano que deve ser respeitado. As pessoas têm a liberdade de serem como são, de acordo com a sua própria identidade. O básico é dizermos que o projeto é muito ruim e eu espero que ele não seja aprovado”, disse a ministra após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), o projeto quer suprimir um dos trechos da Resolução nº 1/99 do Conselho Federal de Psicologia, que proíbe os profissionais da área de participar de terapia para alterar a orientação sexual e de atribuir caráter patológico (de doença) à homossexualidade. Os profissionais também não podem adotar ação coercitiva para orientar homossexuais para tratamentos não solicitados atualmente.
Agência  Brasil
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quarta-feira, 19 de junho de 2013

São Paulo, 17 de junho de 2013: a farsa e o pacto


São 21h49, acabo de chegar em casa, completamente suado, para começar a escrever este texto. Não sei quantos quilômetros caminhei, mas foram muitos – quase cinco horas andando, praticamente sem parar. Eu não estava sozinho. Éramos (somos) milhares, acredito que muitas dezenas de milhares. São Paulo desceu à rua em peso neste 17 de junho de 2013.

É um momento histórico ainda indecifrável, mas certamente preciosíssimo. Em menos de 15 dias, a partir da maior capital do país, uma farsa se ergueu e em seguida desmoronou diante dos olhos de todos os brasileiros. A televisão documentou tudo.

Hoje, a outrora furiosa Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) se fez praticamente imperceptível aos nossos olhos, ouvidos, gargantas, narizes, bocas, ânimos e músculos. A palavra de ordem que mais se fez ouvir, depois de “Vem! Vem! Vem pra rua, vem, contra o aumento, vem!”, foi a seguinte: “Que coincidência! Não tem polícia, não tem violência!”. Esta foi a farsa que desmoronou: os vândalos não eram (não éramos) os manifestantes.
Outra frase se fez ouvir ao longo de todo o trajeto, repetida inúmeras vezes, cada vez que um helicóptero (o “globocop”? ) zunia em cima de nossos crânios. Você há de me perdoar pelo palavrão, mas o grito indígena, tribal, dizia assim: “Ei, Globo! Vai tomar no cu!”.
Éramos um bando de invejosos detestando por rancor a maior rede de TV do país, quiçá do Hemisfério Sul? Não exatamente. O grito de asco à Globo é parte do desmoronar da farsa: afinal, quem foi que nos disse, aos altos brados, durante estes dias todos, que “vândalos” alienígenas haviam invadido a cidade para depredá-la? Quem berrava, sem parar, que os “vândalos” éramos nós? A Globo, as outras emissoras, os jornais em queda contínua de tiragem. Os ouvidos de jornalistas policiais sensacionalistas como o tal Datena e aquele vagaroso alucinado da TV Record arderam forte nesta noite.
Não só os deles. Uma divertida projeção que ocupava toda a fachada de um grande edifício no largo da Batata (e que pelo que entendi era operada pelo MPL, o Movimento Passe Livre) mandava slides sensacionais, um atrás do outro. "Haddad, vem governar com a gente." Um “cala boca” ao lado da silhueta de Arnaldo Jabor, o comentarista “político” tresloucado da Globocop. “ “Brasil, deixa eu te amar”, slogan deliciosamente inspirado no samba dolente de Agepê. “Abaixo o PIG” – PIG, para quem não sabe, é o Partido da Imprensa Golpista, como blogueiros independentes rebatizaram a mídia tradicional conservadora instalada no país.
Fui vestido como estava me sentindo: colorido de verde, laranja, vermelho, azul, marrom, roxo, preto, amarelo. Sabia que todas as cores políticas, até mesmo as autoproclamadas apolíticas e/ou apartidárias, estariam presentes: segunda era dia de salada de frutas. Vi até um sucessor pós-urbano de movimentos como o MST (Movimento Sem Terra): o MSP, Movimento dos Sem Partido. Deste eu estou fora, mas tudo bem, faz parte.
Particularmente, sou um entusiasta do governo pluripartidário de Dilma Rousseff (PT): votei nela, acredito nela e confio nela. Por isso, fui com minha camiseta estampada com o rosto desenhado da Dilma jovem, na época em que ela fazia nas ruas o que estamos fazendo hoje (e por isso acabou presa e torturada pela ditadura militar).
Como de praxe, tive muito medo: desta vez, medo de ser hostilizado por causa da minha camiseta desenhada “Dilma, eu te amo”. Sim, havia gente xingando Dilma nas ruas, como havia gente xingando vários dos principais políticos em atividade no país (“Alckmin, fascista, você é o terrorista!”, “tucano fascista é inimigo do paulista”) (só não ouvi ninguém xingar FHC, parece que não se lembraram dele) . Quem está na chuva é para se molhar: em momentos de catarse coletiva, as palavras de raiva se diregem inevitavelmente aos governantes de plantão, sejam quais forem.
Mas, retomando o raciocínio. Estava com medo de ser hostilizado por portar Dilma-jovem na minha camiseta (por favor, entenda os signos como quiser, ou como puder). Não fui hostilizado nem uma vez sequer. Não significa necessariamente nada (será que eu seria hostilizado se fosse vestido com a careca de José Serra?).
Me desminto: talvez a ausência de beligerância signifique algo, sim, algo bastante amplo. Hoje, havia um pacto coletivo de não-violência vigorando no ar por onde passássemos. Ônibus parados em grandes vias como a avenida Faria Lima, morada e vizinhança dos milionários de São Paulo, foram ornados por post-its mimosos, flores e cartazes inofensivos do tipo #VemPraRua.
Ainda no largo da Batata, uma fotógrafa subiu num ponto de ônibus (mídia vândala?) para apanhar um ângulo privilegiado da manifestação. A multidão gritou “desce!” até que ela obedecesse. Na Faria Lima, um garoto com uniforme do Corinthians subiu na capota de um ônibus. A multidão gritou “desce!” e “sem violência!” até que ele descesse. Quando desceu, a multidão aplaudiu o rapaz em coro. Este era o pacto, o pacto que reduzia a farsa a cinzas.
“Ooooooô, o povo acordou!” era outro dos slogans mais insistentes. Na Brigadeiro Luís Antônio, um skatista passou em frente àquele hotel em formato de melancia estimado por ricos & famosos e afirmou, em alto e bom som: “Os senhores nos desculpem, estamos abrindo caminho para o novo”.
Chorei muito, pela primeira vez na noite, quando ganhamos a avenida Paulista, a joia da coroa capitalista da burguesia paulistana, paulista e brasileira. Não tanto as dos Jardins e do Ibirapuera, mas janelas dos prédios da Paulista estavam coalhadas de gentes e de lençóis brancos. Chovia muito – mas não era água, era papel picado que caía dos edifícios.
O helicóptero (não sabemos de quem) chegava perto do Masp e a multidão fazia gestos de “sai pra lá”, aos gritos de (perdão outra vez) “ei, Globo, vai tomar no cu!”.
Quando eu ouvia o kuarup “vem, vem pra rua, vem, contra o aumento, vem”, meus neurônios davam cambalhotas e me faziam entender “vem, vem pra rua, vem, contra a inflação, vem”.
Afinal, quem é contra a inflação? Quem é a favor da inflação? Quem é a favor dos juros altos? Quem é favor dos juros baixos? Quem torce pela carestia do tomate, do vinagre, do chuchu e do gás-pimenta? Quem mesmo está torcendo pela explosão da inflação no Brasil? Quem quer desinflação via redução do preço do transporte público?
Acho que sei essas respostas, mas não vou responder, por questão de, er, “educação” jornalística. “Lula!, Lula!, olê, olê, olá!”, ouvi, apenas uma vez pouco antes de vir embora, na quebrada da Paulista com a Augusta.
Bandeiras do Brasil eram o que mais havia. Erguidas para o alto, tremulando em hastes ou cobrindo os ombros dos manifestantes. Muitos carregavam nas maçãs do rosto a pintura de guerra (ou melhor, de paz) nas cores verde e amarelo. “Eu sou brasileiro! Com muito orgulho! Com muito amor” era um dos slogans que eu mais ouvia e que mais me emocionavam enquanto subia a Brigadeiro Luís Antônio.

Antes de terminar, deixo minha última pergunta de hoje (sem ter visto nada do que a mídia televisiva aprontou nesta noite inesquecível): quem pode ser contrário a um movimento que se declara tão aberto e desbragadamente pró-Brasil? São 22h49, e tudo está bem.